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ENGENHO DO MATAPÍ RECEBE CERTIFICAÇÃO QUILOMBOLA
Titulação das terras é uma grande conquista não só para a comunidade, mas para o Brasil na luta pela preservação do patrimônio Afro brasileiro
A comunidade do Engenho do Matapí, localizada cerca de 14 quilômetros do município de Santana, às margens do Rio Matapí, recebeu na manhã desta quinta-feira, 17, a certificação de Comunidade Quilombola, entregue pelo governador em exercício Pedro Paulo Dias de Carvalho. Uma grande festa marcou a cerimônia de entrega do título definitivo das terras.
O governador em exercício Pedro Paulo Dias entregou a Certificação nas mãos do patriarca da comunidade, Raimundo Nonato de Lima, conhecido como Tio Lima, que completou um século de vida no mês passado. Pedro Paulo falou das ações do Governo do Estado voltada a população afro e o desenvolvimento das políticas publicas voltadas às comunidades afrodescendentes nas áreas da saúde, educação, empreendedorismo e inserção no mercado de trabalho. “Essa integração do Governo com a comunidade e que nos faz avançar nas nossas conquistas”, afirmou.
A comunidade celebrou a conquista com muito entusiasmo. Na oportunidade, houve apresentação de grupos de Marabaixo, batuque e almoço para a comunidade. Mais de 200 pessoas participaram do evento.
A titulação das terras é uma grande conquista não só para a comunidade e Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Amapá -CONAQ.AP, mas para o Estado brasileiro na luta pela preservação do patrimônio Afro brasileiro e resgate de sua história. A certificação das terras vai garantir que a comunidade quilombola tenha acesso aos programas do Governo Federal, Estadual e Municipal, além de manter a tradição e identidade da comunidade.
No Amapá são mais de 50 comunidades auto-reconhecidas. De acordo com o secretário Manoel Azevedo, 15 comunidades já foram reconhecidas, 5 estão em processo de reconhecimento junto à fundação Palmares e Ministério da Cultura e 30 em processo de avaliação técnica. “Essa conquista é um resgate da nossa historia que vai garantir a tradição e a identidade da comunidade”, avaliou.
Segundo um dos coordenadores Estadual de quilombos do Amapá (Conaq), José Ivaldo Monteiro, cerca de 14 famílias moram na comunidade e somam quase 300 pessoas.
Todas as políticas voltadas aos afrodescentes agora vão fazer parte de um novo programa: o Amapá Afro, que vai reuniu ações e garantir o fortalecimento das comunidades tradicionais e quilombolas do Amapá. O Amapá Afro será coordenado pela Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes.
Participaram do evento a secretária especial de Desenvolvimento Social, Maria de Nazaré Farias, o secretário Extraordinário de Políticas para Afro-descendente Manoel Azevedo de Souza, membros de comunidade quilombolas do Amapá e demais autoridades.
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